Como não escalar o Monte Fuji: uma tentativa mal julgada, com uma recompensa brilhante

Abaixo o relaato de Kate Samuelson que escalou o monte fuji totalmente despreparada.

Há algo sobre viajar que faz você se sentir infalível.

Em casa, você pagaria um bom dinheiro para percorrer um caminho rochoso apelidado de Estrada da Morte, porque alguém o recomendou? Improvável. Se um grupo de pessoas que você conheceu na rua convidou você para acompanhá-los em uma “aventura”, você iria? Provavelmente não. E você experimentaria escorpiões de uma delicatessen de aparência desonesta porque #YOLO? Negativo.

Foi com esse infalível senso de infalibilidade que subi o Monte Fuji em tênis de cintura alta e um vestido de praia em setembro passado. Como um indivíduo tímido para esportes que nunca tinha tentado escalar uma grande colina, muito menos uma montanha, eu só posso culpar o jet lag pela rapidez com que eu concordei quando meu namorado sugeriu a caminhada sobre okonomiyaki em nossa primeira noite em Osaka.

Dois dias depois, Tom e eu nos encontramos à sombra do Fujisan. Queríamos experimentar a cúpula ao nascer do sol, então reservamos um albergue na nona estação de 3600 metros – o mais perto que pudemos dormir até o pico. “Parece bastante… longe”, eu disse, apontando para o que eu pensava ser algum tipo de acomodação. “Isso é apenas um banheiro portátil”, Tom respondeu, pegando meu dedo e levantando generosos 40cm “Essa é a nona estação.”

Mas isso não nos afastou. Na entrada da trilha, passeamos por centenas de alpinistas que usavam maçaricos com cuidado, esticando seus membros e prendendo botijões de oxigênio em mochilas de qualidade profissional. Nós embalamos precisamente uma garrafa de água e um pacote de batatas fritas e, acreditando que teríamos tempo para matar, um livro cada. Partindo a um ritmo calmo, esperávamos que a viagem demorasse cerca de três horas.

Seis horas e mil metros verticais depois, não estávamos nos sentindo tão presunçosos. O sol tinha desaparecido e eu me arrependi de me vestir como se estivesse passeando em Ibiza. Quando o calor diminuiu, o mesmo aconteceu com a luz; Um brilho fraco do iPhone de Tom era a única maneira de navegarmos até o topo. Começamos a fazer tailgating qualquer um com uma tocha – basicamente, todos, exceto nós.

Como nós rastejamos além da oitava estação, nós relutantemente percebemos nós tivemos que renunciar nosso albergue se nós quiséssemos pegar o amanhecer. Como um zumbi, chegamos ao pico um pouco antes das 3 da manhã e passamos uma hora tremendo à espera do amanhecer. Nós vimos um estranho objeto amarelo nas nuvens abaixo. “O que é isso?” Eu perguntei a Tom, com os dentes batendo. “Não sei. Uma bola de futebol de ouro? – ele respondeu pálido e trêmulo.

Vimos a gigantesca bolaa de futebol subir suavemente, nossos corpos se aquecendo ao mesmo tempo. De repente, o cume foi encharcado pela luz do sol e pudemos ver o perímetro da cratera de Fuji. Pela primeira vez, o que havíamos alcançado me ocorreu. “Isso é incrível”, Tom murmurou no meu ouvido. “Você não está feliz que fizemos isso?” Depois de uma longa pausa, eu concordei.

Minha história e como foi me mudar para o Japão

Minha eu fui o primeiro brasileiro a nascer na minha família, meu pai nasceu em Tóquio e minha mãe em Hamamatsu. O mais legal é que ambos se conheceram em Nagoia quando foram estudar quando jovens ainda, porém só foram se juntar no ínicio de 1991 quando vieram para o Brasil em meio de uma crise econômica, a Década Perdida como chamam o período de 1991 a 2000. Entenda mais sobre mudar para o Japão.

Chegada no Brasil

Os dois recém chegados em Mogi das Cruzes, se conheceram em uma comunidade de japoneses que estavam batalhando para sobreviver acabaram criando um vinculo de amor muito grande e um pouco depois (em 1992) eu nasci.

Foi uma época muito difícil e cheia de mudanças, de um dia para o outro meus pais  tinham um novo emprego e a gente tinha que se mudar rápido de casa para não perder as oportunidades com entregas rápidas dos nossos bens.

Mas graças a todas estas mudanças e empregos a família pode juntar dinheiro e então voltamos para o Japão.

Como foi se mudar para o Japão.

No começo eu achei mil maravilhas, tinha apenas 9 anos (isso foi em 2001) e fiquei muito animado com tudo o que eu via. Era uma realidade muito diferente e encantadora.

Porém com o tempo fui sentindo falta de algumas comidas do Brasil, alguns amigos e do clima. Foi um período de transição difícil!

Na escola foi onde senti mais dificuldade, mesmo tendo crescido falando português e japonês em casa, na rua eu só falava o português então muitas expressões mais “jovens” ou coloquiais eu não entendia, isso foi motivo de muito bullying comigo na escola, as crianças não perdoam.

Com o passar dos meses peguei gosto pela comida, esqueci o arroz e feijão e me apaixonei por Kare, Sushi e especialmente Gyudon! Aaah os gyudon são maravilhosos. Mudar para o Japão não foi tão ruim assim pro meu apetite.

Me apaixonei pelo Monte Fuji, o escalei diversas vezes e adotei o Japão como o meu País.

Volta para o Brasil

Em 2010 vim para o Brasil sozinho por uma oferta de emprego em uma filial de uma multinacional japonesa. Fiquei até meio de 2016 trabalhando nela e então cansei e me desliguei da empresa, por um tempo trabalhei como profissional autônomo, juntei uma poupança suficiente e decidi ir para o Japão, onde estou hoje atualmente.

Vantagens de morar no Brasil

  1. Os Brasileiros;
  2. A comida;
  3. As músicas

Vantagens de morar no Japão

  1. Educação;
  2. Clima (sim, hoje eu amo o frio);
  3. Segurança;
  4. Baixa desigualdade social;
  5. Saúde;
  6. Comida (é diferente do que estamos acostumado no Brasil, inclusive da própria “comida japonesa” que servem aí);

Conclusão

Mudança é muito bom, principalmente com entregas rápidas. Porém já aviso que é muito difícil de se adaptar nos primeiros meses, mas vale a pena. Sair da nossa zona de conforto trás muito conhecimento e grandeza para a pessoa.

Dicas de vinhos japoneses

Apesar do saquê ser a bebida mais conhecida do Japão, os vinhos também são muito consumidos.

Os vinhos produzidos no Japão tem um sabor peculiar, que os diferencia de outros tipos de vinho. Estes vinhos combinam com pratos japoneses , o que não acontece com a maioria dos vinhos de outros países.

A produção de Vinhos no Japão é algo muito complicado, primeiro pelo tamanho do país e o custo das terras, já que as videiras precisam de um bom espaço para produzir uma quantidade legal de garrafas. Elevando o preço final da produção. O clima e o solo também não são nem um pouco propicios para os vinhedos, porém sabemos que a persistencia é algo muito forte na cultura japonesa e eles são especialistas em vencer desafios que alguns acham impossiveis.

Apesar de todos estes problemas te trago hoje dicas de espumantes e vinhos bons e baratos.

Muddy Concord

Um espumante tinto feito de uvas Concord, na província de Yamanashi. Ótima harmonização com carne vermelha devido ao seu sabor intermediário entre doce e seco. A garrafa de 750ml custa 1450 ienes.

Haramo Vintage

Vinho branco de uvas Chardonnay e Koshu, porém também tem a versão tinto feito de uvas Merlot e Kai Noir.
O branco é levemente citrico porém bem refrescante, já o tinto com o aroma tradicional de merlot e a tenacidade da uva Kair Noir.

Viajar para Yamanashi

A provincia de Yamanashi fica no centro da principal ilha do japão (Honshu) e faz divisa com cidades conhecidas como Tóquio, Kanagawa, Saitama, Shizuoka e Nagamo.

Com 4.463 km² abriga algumas das grandes vinicolas do país, sendo 78% do seu território coberto de área verde, florestas e parques nacionais.

Os vinhos de Koshu (Koshu wine) – são reconhecidos no mercado internacional.

Masanari Takano e Tatsunori Tsuchiya quando estiveram na frança por volta do ano de 1877 aprenderam a arte da vinicultura e então quando voltaram para Koshu iniciaram a produção de seus vinhos.

Katsunuma tem aproximadamente 80 vinícolas, onde produzem em média 30% do total de vinhos feitos em território japonês. Há uma exposição permanenteda história do vinho por lá que fica no centro “Budo no oka”.